segunda-feira, 7 de novembro de 2011

GRANDE ORIENTE DO BRASIL - ÚLTIMAS NOTÍCIAS: A RESPONSABILIDADE DO MAÇOM


Aspecto essencial da prática maçônica, do dia a dia do Maçom, do funcionamento da Irmandade em sua experiência concreta, é a dedicação que cada obreiro concede à Ordem, não só pela qualidade intrínseca do seu caráter - o coração sensível ao bem – mas por imposição, também, de solenes compromissos livremente assumidos.

A sensibilidade dos maçons diante de problemas alheios, ou coletivos, é conhecida tradicionalmente pela sociedade dita profana. Na solução das grandes questões nacionais, a Ordem tem comparecido, e os maçons têm dado demonstrações de completa integração nas campanhas da maior magnitude, oferecendo, até exemplos de sacrifícios pelo bem comum.

Inspirados nesses comportamentos revestidos de total desapego pessoal, é que os servidores da Sublime Instituição criaram a expressão “De pé e à Ordem” para simbolizar a condição do verdadeiro Maçom, sempre dispostos a colocar os princípios maçônicos em primeiro lugar, e sempre, em primeiro lugar, cumprir as missões que lhes são cominadas, com prontidão e eficiência.

Diz-se da felicidade de qualquer Loja Maçônica de ter obreiros úteis e dedicados, e cuja lealdade é provada diuturnamente no exercício do trabalho prático, seja colocando à disposição da Oficina a sua capacidade física, ou seu vigor pecuniário ou sua aptidão intelectual. Quando o Iniciado Maçom, com alegria no coração profundo sentimento de fraternidade presta à sua Loja serviço dessa categoria eleva a Arte Real a um nível superior de legitimidade.

O contrário disso, seria o Maçom inconfiável, indolente, bem falante sobre si mesmo, invariavelmente disposto a prometer e assumir obrigações e usando, indevidamente, a tão edificante fórmula maçônica para revelar-se, em seguida, no cumprimento do dever, um obreiro desinteressado, imprestável, trazendo prejuízo à Ordem e à humanidade.

Pela atividade conjunta dos verdadeiros Iniciados Maçons, desprovida de qualquer nódoa de má vontade para com a Ordem e seus altos objetivos é que a Maçonaria é respeitada e reconhecida como instituição nacional de perene credibilidade.

04 de novembro de 2011

Marcos José da Silva
Grão-Mestre Geral

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

ACADÊMICA INICIARÁ NOVOS IRMÃOS NO SÁBADO DIA 29/10/2011

Queridos Irmãos, a A:.R:.L:.S:.Ac:.Frat:.Ir:.Otaíde Feltrim os convida para participar de nossos trabalhos no próximo sábado, dia 29/10/2011, oportunidade em que iniciatemos novos irmãos a partir das 16:00 horas, no templo da A:.R:.L:.S:.Ciência e Virtude, localizado à Rua Prof. Lulu, nº 240, Bairro Areias Brancas, em Formiga, Minas Gerais.

Sua presença certamente henriquecerá nossos trabalhos.

TFA:.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

A IMPORTANCIA DA MAÇONARIA EM AMÉRICA LATINA




FRANCISCO MIRANDA

Para falar da influência da Maçonaria na independência dos países da América do Sul, é de justiça começar pelo educador ideológico dos próceres americanos, chamado o precursor Francisco Antonio Gabriel de Miranda e Rodríguez, nascido em Caracas em 28 de março de 1750. Miranda foi iniciado em 1780 na Loja América de Virginia (USA), nada menos que pelo Irmão George Washington.
Na sua vida teve glórias e distinções das mais altas, concedidas por personalidades da Europa, EEUU e Rússia, mas nunca se deixou levar pela vaidade e, em todo momento, com fé de um verdadeiro maçom, manteve latente seus ideais de independência para as colônias espanholas da América.
Foi em Londres que o Irmão Miranda começou a fazer seu trabalho de doutrinar os patriotas americanos. Em 1797 fundou a "Loja Grão Reunião Americana" que funcionava na Grafton Street, 27, Fitzroy Square, perto de Piccadilly Circus. O Irmão Miranda morava nesse mesmo endereço e desenvolvia algumas atividades particulares que lhe garantiam a sobrevivência o que, na realidade, servia mais para disfarçar seus trabalhos para selecionar as pessoas certas para a causa americana.
É grande e importante a lista de patriotas que receberam a luz maçônica do malhete do Irmão Miranda e que logo se espalharam pelo Continente levando a semente revolucionária, explicando-se deste modo, porque a Revolução da Independência foi simultânea no Continente, fenômeno que tem chamado a atenção dos historiadores.
Somente para citar alguns dos maçons preparados pelo Irmão Miranda, temos: Bernardo O´Higgins Riquelme, Libertador do Chile, sua pátria; Carlos Montúfar, ilustre militar equatoriano; Vicente Rocafuerte, Presidente da República do Equador; Bernardo Monteagudo, notável estadista argentino; José Cecílio del Valle, político e jurisconsulto hondurenho que foi eleito Presidente da sua pátria mas morreu antes de tomar posse; Pedro José Caro, político cubano; Servando Teresa de Mier, jurisconsulto mexicano; José Miguel Carrera, o primeiro dos Presidentes do Chile (O´Higgins o antecedeu mas com o título de Diretor Supremo); Mariano Moreno, jurisconsulto argentino; Pedro Fermín de Vargas, ilustre filho de Socorro que hoje é o departamento de Santander, Colômbia; Simon Bolívar, o Libertador; Antonio Narino, o precursor da emancipação de Nueva Granada a Colômbia de hoje desde 1831 (data da divisão da Gran Colômbia) até 1858, quando tomou o nome de Confederação Granadina; Andrés Bello, famoso educador, poeta, jurisconsulto e diplomata venezuelano posteriormente naturalizado chileno; José de San Martín, argentino e libertador de três países.

PRIMEIROS MOVIMENTOS NA EUROPA

Os patriotas começaram a se movimentar na Europa para obter apoio político. Foram instaladas outras Lojas como filiais da Grande Reunião Americana, em Paris e em Madri com o nome de Junta das Cidades e Províncias da América Meridional e, em Cadíz, como Sociedade de Lautaro ou Cavalheiros Racionais, tendo esta última uma grande importância devido a ser Cádiz o porto de enlace com a América do Sul. Daí os patriotas levavam e traziam notícias referentes a causa americana. Porém, era de Londres que emanavam todas as ordens para dar cumprimento ao Plano Emancipador de toda a América espanhola, conforme inspiração de Miranda.
O Rei da Espanha, Fernando VII, odiava a Ordem e estava informado do papel que a Maçonaria desempenhava na Independência; sua maior preocupação era com a própria maçonaria espanhola que atuava principalmente através da imprensa, semeando sua mensagem de liberdade. É bom lembrar que, anteriormente, o mais ilustre maçom da Espanha, o Irmão Pedro Pablo Abarca de Bolea, Conde de Aranda, como Primeiro Ministro de Carlos III, tinha proposto dar independência às colônias americanas e associá-las a Espanha.
Numa nova etapa, a Maçonaria patriota estendeu sua ação ao próprio continente americano e, em diversas cidades, começaram a serem instaladas as célebres Lojas Lautarinas. O irmão Miranda viajou para os EEUU onde preparou a primeira expedição libertadora a Venezuela em 1806; a expedição foi um fracasso militar, mas conseguiu comover profundamente o sistema colonial espanhol.

AS LOJAS LAUTARINAS

San Martin regressou a Buenos Aires no início de 1812, quando o processo da independência tinha começado e colocado sua espada ao serviço da causa, enquanto secretamente instalava junto com os Irmãos Carlos Maria de Alvear e Matias Zapiola, a Loja Lautarina de Buenos Aires. É bom lembrar que na Argentina já existiam desde 1775 Lojas Maçônicas independentes dos Orientes da Irlanda e da França, mas em 1812 as citadas Lojas estavam totalmente desorganizadas.
O nome de Sociedade de Lautaro ou Loja Lautarina ou Lautariana, este último nome conforme o léxico argentino, teria surgido numa conversação entre Miranda e O'Higgins em Londres, na qual este último mencionou o nome do toqui (chefe índio) militar dos índios araucanos do Chile na luta contra os invasores espanhóis na metade do século XVI e que ficou como exemplo de espírito libertário.
Formadas com a finalidade de lutar pela liberdade dos povos americanos, eram autônomas, não submetidas a nenhuma Potência Maçônica regular. Possuíam um ritual muito similar ao de uma Loja regular, prestavam juramento e tinham 5 graus, a saber:
a) No 1º Grau, o iniciante comprometia-se com a vida e seus bens, a trabalhar pela Independência Americana.
b) No 2º Grau, fazia confissão de fé democrática;
c) No 3º Grau pedia-se ao filiando trabalhos de propaganda em prol dos novos ideais;
d) No 4º Grau o filiando era comissionado para influir sobre os funcionários públicos que, no momento supremo, poderiam favorecer a causa; e
e) No 5º Grau de caráter secreto e reservado aos grandes chefes, discutia-se a ação militar e a futura administração e governo político dos países a ser libertados. Este Grau tinha o nome de "Comissão do Reservado".
A lenda mística das Lojas estava simbolizada por três letras U. F. V. que significavam União, Fé, Vitória.
O'Higgins preparou o Regulamento e as Obrigações dos Irmãos os quais eram rigorosos especialmente os referentes ao segredo e a obediência às disposições da Loja, contemplando para os infratores até a pena de morte. Este detalhe que tem criado muita polêmica por parte dos eternos inimigos da Ordem tem apresentado as Lojas Lautarinas como sociedades que mantiveram a coesão de seus membros mais por temor que por convicção aos seus princípios.
Autores maçônicos de prestigio, como Bartolomé Mitre (argentino) indicaram que estas penas eram somente de caráter moral ou simbólico (aliás, similar a como hoje é), não existindo antecedente de alguma eliminação física de pessoas devido a divulgação de segredos. De qualquer maneira, devemos levar em consideração que os costumes da época eram diferentes das atuais, mostrando os homens um desapego a vida que atualmente chama a atenção. Estando em jogo interesses tão elevados até que poderia ter sido normal a implantação de disciplinas tão rigorosas.
Dando prosseguimento à tarefa de formação de uma base de apoio à causa revolucionária, San Martín muda para Mendoza, a cidade argentina que fica mais perto de Santiago, capital chilena, onde instalou uma Loja Lautarina. Incorporou-se nela Bernardo O'Higgins, que tinha sido parcialmente derrotado pelo exército espanhol na batalha da cidade chilena de Rancagua. Unidos os patriotas chilenos e argentinos, fundou-se mais uma Loja Lautarina em Tucumán. San Martín prepara seu plano para organizar um exército Libertador com chilenos e argentinos que iria a expulsar as forças espanholas definitivamente de Chile e Peru, como única forma para que o processo de Independência de Argentina, Chile e Peru fosse irreversível.
O Chile foi libertado e O'Higgins tomou posse como Diretor Supremo da nova República. Começou a administrar um país pobre saindo de uma guerra estando com sua produção, administração, educação e estrutura social e jurídica atrasada ou nula. O'Higgins tomou diversas medidas, afetando seriamente as classes abastadas e as pertencentes à nobreza e em boa parte, a Igreja Católica, orientado pelo pensamento dos livres pensadores laicos agrupados nas Lojas Lautarinas. O sentimento contra O'Higgins ganhou força na crença que existia um poder superior que nas sombras tomava decisões e aplicava políticas, ficando as autoridades legítimas com simples "testas de ferro".
San Martin desenvolveu a campanha do Peru, apoiado pelo mar por Lord Thomas Cochrane. Nesta etapa teve a oportunidade de demonstrar o seu humanismo maçônico quando se negou a abrir fogo contra a cidade de Lima, ganhando a inimizade de Cochrane e o risco de ter um motim na esquadra e no exército, obtendo, entretanto, a rendição de Lima sem derramar uma gota de sangue.
Já em Venezuela que em 19/04/1810 proclamou sua autonomia com o pretexto do exílio de Fernando VI; foi enviada uma comissão a Londres formada por Simon Bolívar, Luis López Méndez e Andrés Bello (todos maçons) que foi apresentada por Miranda ao governo inglês, mas sem resultados positivos. Os quatro voltaram a Caracas, onde Miranda em 05/07/1811 assinou a Declaração da Independência da Venezuela, numa reunião da Sociedade Patriótica (uma Loja maçônica que funcionava na clandestinidade), com a presença de Simon Bolívar, Peña, Iznardi, Espejo, Roseto, Yañez, Penalver e outras importantes figuras patrióticas, todos convictos de pertencer à maçonaria.
Na mesma data, outra sociedade secreta funcionava numa fazenda de Bolívar, que contava com a participação de Vicente Matias, Mariano Montilla, Francisco Iznardi, todos iniciados na Europa e Roscio, iniciado nos EEUU.
Em 1811 fundou-se em Cumaná a Loja Perfeita Amizade No 74 sob os auspícios da Grande Loja de Maryland, EEUU. No seu quadro figuravam os nomes de Antonio José de Sucre, Santiago Mariño, Manuel Rivas, Miguel Aristeiguieta, Andrés Caballero, Agustín Armário, Diego Montes e José Francisco Bermúdez. Fala-se que Miranda, Bolívar, Rodrigues e outros maçons haveriam fundado em Barcelona a Loja Protetora das Virtudes No 1, em 01/07/1812.
A reação dos realistas frente a independência da Venezuela foi forte. Miranda, solicitado pelos patriotas a assumir o governo como ditador, o que não condizia com seus ideais de liberdade, ocasionou clamoroso fracasso; capitulou em 25/07/1812 em San Mateo, acabando sua vida na prisão de La Carraca, Cádiz.
Bolívar começa sua triunfal epopéia militar que o leva a fama para toda a posteridade. No comando das tropas venezuelanas e colombianas libertou e proclamou a República da Colômbia, constituída por Nueva Granada e Venezuela, incorporando posteriormente Equador. Olhou para o sul e igual que San Martín percebeu que a liberdade da América não seria definitiva enquanto a Espanha ainda lutasse no Peru, onde San Martín já governava por um ano, realizando grandes reformas, porém sem conseguir expulsar totalmente o exército espanhol, que reforçara consideravelmente suas forças no interior do país.
A viagem de Bolívar ao Peru foi um passeio triunfal. Sua entrada nas cidades parecia o regresso de um Imperador vencedor. Em Lima, aconteceu a famosa reunião com San Martín, a portas fechadas, na qual para evitar lutas fratricidas, San Martín cedeu a Bolívar a honra e a glória da eliminação das tropas espanholas do Perú e a libertação da Bolívia. O messiânico venezuelano, o Libertador, vai mudando para uma ambição sem limites.
O contraste entre Bolívar e San Martín, do ponto de vista maçônico, é grande. Bolívar desprendeu-se de seus juramentos maçônicos quando significaram um entrave aos seus projetos. San Martín respeitou seus juramentos de nunca revelar os segredos maçônicos, negando-se a revelar os detalhes de suas brigas com a maçonaria, tendo regressado a Argentina e posteriormente partiu para o exílio.

A BATALHA FINAL

A libertação da América espanhola chegou a sua culminação com a batalha de Ayacucho no dia 09-dez-1824, que teve fatos de fraternidade e generosidade e elevados limites e que nunca serão esquecidos pelos maçons. Na noite anterior à batalha, as Lojas que funcionavam em ambos exércitos foram citadas separadamente em uma reunião para procurar uma solução que evitasse
o derramamento de sangue, mas essa solução não foi encontrada. Foi feita, em seguida uma reunião em conjunto, mas também com o mesmo resultado negativo. No dia seguinte um maçom espanhol solicitou a permissão para que familiares e maçons que militavam em diferentes exércitos fossem autorizados a abraçar-se pela última vez. Uma centena de soldados americanos e espanhóis avançaram para se cumprimentar; no lado esquerdo ficaram os maçons, que após se abraçaram por três vezes, participaram de uma fraternal reunião que durou quase uma hora e foi emocionante. Encontraram-se, entre outros, os irmãos Rodil, Espartero, Vergara, Virrey José de la Serna, Venerável Mestre General Canterac, Past Master Marechal Jerônimo Valdez, General Monet, Antonio Tur e General Ballesteros, no lado espanhol, e os irmãos José Faustino Sanchéz Carrión, General Antonio José de Sucre, General José Maria Córdova, Tenente Coronel Vicente Tur (espanhol, mas pertencente ao exército patriota e irmão carnal de Antonio Tur) e General Antonio Valero de Bernabé, no lado americano. Ficou o exemplo da fraternidade maçônica, que não reconhece raças nem nacionalidades, ainda que nas circunstâncias mais dramáticas.
Terminou a batalha com a vitória das armas americanas e quando o chefe espanhol, o maçom La Serna, ferido seis vezes, entregou sua espada ao General maçom, Sucre, este não aceitou, solicitando que continuasse nas mãos do bravo militar. As atenções que os prisioneiros e, especialmente os feridos, receberam, foi outra amostra de fraternidade extrema, como igualmente a Ata de Capitulação, em que a generosidade do vencedor ultrapassou as demandas do vencido.
Sucre foi nomeado Presidente Vitalício da nova República da Bolívia, ficando somente até 1828, quando solicitou demissão e voltou para Venezuela. Em 1830 foi chamado para presidir a República do Equador. Viajando para tomar posse, foi surpreendido pelos seus inimigos, na Colômbia, morrendo assassinado.

O OCASO DOS HÉROIS

A América estava liberada do domínio espanhol. O trabalho dos maçons estava terminado e a América já não necessitava de seus heróis. Miranda morre numa prisão em Cádiz; San Martin exilou-se na França onde morre longe da pátria por ele libertada; O'Higgins morre exilado no Peru; Sucre é assassinado na Colômbia; Bolívar doente, morre desterrado na ilha de Santa Maria (Venezuela) protegido nos seus últimos dias por um espanhol. Todos morreram pobres, abandonados por quem tanto lutaram.

A LUTA IDEOLÓGICA NO BRASIL

De forma similar aos patriotas da América espanhola, os brasileiros que iriam a dirigir o processo da Independência da sua Pátria desenvolveram seus estudos na Europa, principalmente em Portugal, onde toda a intelectualidade da época achava-se altamente influenciada pela Revolução Francesa com sua Declaração dos Direitos do Homem, pelas idéias dos enciclopedistas franceses liderados por Diderot e pela ação da Maçonaria com a sua filosofia liberal.
Os dois principais patriotas brasileiros foram os maçons Joaquim Gonçalves Ledo e José Bonifácio de Andrada e Silva. Após seus estudos na Europa, regressaram ao Brasil e desenvolveram uma política ativa de engajamento libertário, com metas diferentes entre si, os que os tornou rivais. Ledo propunha um rompimento total com Portugal e Bonifácio, como conservador e vinculado ao poder econômico, queria a união com o reino de Portugal.
A luta ideológica das duas facções começou nos Templos maçônicos, assumindo posteriormente caráter público através da imprensa e dos institutos constitucionais da época.
O grupo de Ledo obteve de Dom Pedro I a decisão do "Fico" e concedeu-lhe o título de Defensor Perpétuo do Brasil, conforme proposta da Loja Comércio e Artes, em 1822. A fundação, por Ledo, do Grande Oriente do Brasil, em 17 de Junho de 1822, procurou o envolvimento definitivo de Dom Pedro I na luta libertária dentro dos princípios do grupo liberal. Dom Pedro I foi eleito Grão Mestre em substituição a José Bonifácio.
As brigas entre Ledo e José Bonifácio prosseguiram cada vez mais encarniçadas, provocando, infelizmente, uma cisão na família maçônica, incluindo o fechamento de todas as sociedades secretas.
Ledo partiu para o exílio e quando regressa ao Brasil e ao Legislativo, vê perdido seu antigo prestigio e vai isolar-se em sua fazenda, onde morre em 19 de maio de 1847. Da sua parte, José Bonifácio sofreu os embates das ambições políticas e foi destituído do cargo de tutor do futuro Dom Pedro II, ficando preso na sua casa na ilha de Paquetá, falecendo em 6 de abril de 1838.
  
A MAÇONARIA EM ARGENTINA

É uma verdade demasiada sabida, e mil vezes repetida, que na literatura de um povo se refletem todas as suas idéias, seus costumes, seu caráter, sua civilização, enfim. A nenhum outro, porém é este princípio com mais propriedade aplicável do que ao povo argentino.
A Loja Maçônica "LAUTARO" é, com efeito, uma civilização; é um mundo continuamente evocado pelo espírito e pela idéia da moralização.
Quando a Maçonaria não perde o caminho do aperfeiçoamento humano, quando não se arreda de sua primitiva missão, altamente moral e fraternal, ela se torna uma força, um poder ativo e social. É assim que o exemplo argentino influi nos destinos do Continente sul-americano.
Viajantes, mercadores, soldados, intelectuais da Inglaterra, Espanha, França e Portugal, espalharam as lojas na América do Sul. Em Buenos Aires, as primeiras notícias da irmandade datam do fim do século XVIII. A primeira loja em território argentino foi "A loja Independência", com protocolos de autorização fornecida pela Grande Loja Geral Escocesa da Francia. Tal autorização data aproximadamente de 1795.

Según refirió Francisco Guilló en su libro Episodios patrios, la logia funcionaba en un semiarruinado caserón, donde tiempo atrás el presbítero Juan Gutierrez Gonzalez y Aragón había levantado la Capilla de San Miguel, que posteriormente fue abandonada ante las dificultades que los grandes zanjones oponían para que los feligreses pudieran llegar a ella durante y después de las lluvias.
Segundo o historiador Francis Guilló, a loja funcionava em um arruinado casarão, onde há muito tempo o padre Juan Gutierrez Gonzalez y Aragón tinha levantado a Capela de San Miguel, que foi posteriormente abandonada. 



Por lo que toca a la "Logia Independencia", con ese nombre apareció otra logia, presidida por Julián B.Em 1810 apareceu outra loja com o mesmo nome presidida por Julian B. Alvarez, mas não teve ligação com a anterior. Esta foi a loja que forneceu os elementos básicos para a constituição da Loja Lautaro, que começou com a história mais importante da Maçonaria na Emancipação.  Claro, há uma dificuldade enorme, no tema maçônico, de obter documentos e provas. Isto é devido à natureza das sociedades fechadas ou secretas, a dita dificuldade se somam, em particular, as políticas repressivas de particular violência que têm sido empregadas ​​contra a maçonaria e as lojas, Já que se tornaram num bastião da revolução democrático-burguesa contra o absolutismo.
Voltando à historia, como é conhecido, as embarcações inglesas, a um certo tempo de nossa civilização, eram verdadeiras Lojas Maçônicas flutuantes...

Por conseguinte, não é de estranhar que, durante as invasões inglesas a Buenos Aires, entre 1806 e 1807, algumas Lojas foram fundadas a fim de prestigiar algum movimento de cooperação espiritual entre os homens da época, bem como tratar sobre a possibilidade da independência do Virreinato do Rio da Prata.
O Irmão Antônio R. Zuninga manifesta ou declara que os ingleses fundaram duas Lojas sendo a primeira denominada Loja Estrela do Sul, que funcionava à rua Santa Clara (hoje Alsina), defronte da Igreja de São João; e a segunda Loja denominada de Loja Maçônica Os Filhos de Hiram, com local à rua Ribas, entre Reconquista e Villota, ou seja, segundo a nomenclatura atual, à rua Bernardo Irigoyen entre Victoria e Alsina.
Guarda-se, no Museo Histórico Nacional da cidade de Buenos Aires, um diploma da Loja Maçônica inglesa daqueles velhos tempos.
Como dissemos anteriormente, os ingleses que chegaram à Argentina, lá fundaram Lojas Maçônicas. Daquelas que foram fundadas em Buenos Aires, nos tempos das invasões, foi formada uma conexão com os membros da Ordem que residiam na cidade, entre os quais estava o patriota Don Saturnino Rodrigues Peña de quem o general e historiador Don Bartolomé Mitre disse que ele "e alguns outros se haviam filiado às Lojas Maçônicas introduzidas pelos ingleses e tinham esse ponto de contato com o General Borresford ... Don Saturnino Rodrigues Peña se consagrou à independência e foi o primeiro argentino que concebeu o plano de emancipar a sua pátria.
Depois da expulsão dos invasores, as Lojas Maçônicas caíram em sono, ou melhor, adormeceram; mas a idéia emancipadora havia tomado grande incremento e a semente libertadora havia se espargido pelas Lojas e o trabalho incessante de seus componentes se viu coroado com os melhores êxitos nas históricas jornadas de maio de 1810.
O triunfo relativamente fácil obtido após o primeiro grito de independência se deveu, sem qualquer dúvida, ao trabalho incessante dos Irmãos da Augusta Ordem.

A LOJA LAUTARO


A Loja Lautaro de Buenos Aires foi fundada pelo General Don Jose de San Martin, em união de Don Carlos Maria de Alvear e Don Matias Zapiola, tão logo chegaram à capital do Prata, no ano de 1812.

Até nossos dias são mui poucos os dados oficiais que se conhecem desta famosa Loja Maçônica e, a fim de divulgar os conhecimentos que se tem a seu respeito, se utilizam, entre outros, os relatos do historiador Don Bartolomé Mitre, em seu livro de História de San Martin, História de Belgrano e em Novas Comprovações Históricas, baseadas em documentos confidenciais e íntimos do General de San Martin.
Eis aqui algumas das passagens mais interessantes:
A famosa Loja de Lautaro, que como instituição revolucionária produziu bens também males, teve sua origem na Europa, sob a inspiração do célebre Miranda e foi introduzida em Buenos Aires no ano de 1812, por San Martin e Alvear. Nos primeiros momentos deu a revolução um novo impulso e ela governou no sentido dos interesses gerais: porém convertida em instrumento de ambição pessoal de Alvear e alijado dela San Martin, degenerou e se transformou em uma camarilha e se dissolveu no ano de 1815 com a caída do primeiro, Alvear.
Em 1816, ao tempo em que se encontrava San Martin organizando o Exército dos Andes, estabeleceu-se em Mendonza, cidade da Argentina, uma sucursal daquela Loja, usando da faculdade de que sua instituição dava a todo membro da Loja Matriz, quando fosse nomeado general do exército o governador da província.
Com este triplo título organizou o general dos Andes, o Governador de Cuyo, a Loja de Mendonza, na qual ingressaram os principais chefes do exército e os emigrantes chilenos partidários de O'Higgins com este à frente.
Simultaneamente, ao ocupar Pueyrredon a direção suprema, reorganizou a Loja Matriz em Buenos Aires, de acordo com San Martin, dando-lhe a forma de um conselho secreto do governo, que sem embargo de deixar bastante amplitude de ação ao chefe de Estado, o subordinava às suas deliberações, governando assim o Governo.

A LOJA LAUTARINA DE MENDOZA


O General Don José de San Martin, sendo governador da província de Mendonza organiza, ao mesmo tempo, o exército de Los Andes. Ainda mais: na cidade de Mendoza fundou uma filial da Loja Lautaro de Buenos Aires (ano 1816).
Nesta Loja ingressaram, também, os principais chefes do exército e emigrantes chilenos que, em face do desastre de Rancagua (Chile), haviam abandonado o solo pátrio para se associar ao ciclo argentino. O General O'Higgins e seus mais destacados colaboradores foram, então, os que ingressaram na Loja Lautarina de Mendonza, a que operava, independentemente, da Loja de Buenos Aires que, por sua vez, havia sido reorganizada pelo Diretor Supremo e Irmão, Don Juan Martin de Pueyrredon.
Mitre, ao referir-se à Loja Lautarina de Mendonza, disse que ela trabalhou em sua órbita limitada de ação, à maneira do famoso Conselho Secreto do Regimento de Granadeiros a Cavalo, aplicado por San Martin ao governo deste corpo e aplicava ao governo político de um exército, adaptando-a à constituição da primeira Loja de Lautaro. Na correspondência confidencial de San Martin e Pueyrredon há uma alusão freqüente, tanto à Loja de Buenos Aires como à de Mendonza, designando-as sob o domínio da "Academia de Matemática", e assim, quando algum novo membro ingressava, diziam: "Esta instituição, que governa o governo, governava também o Exército de Los Andes por meio de seus principais chefes aliados a ela e ligados por um juramento".
Em um trabalho escrito por Don Benjamin Vicuna Mackenna, que foi reeditado em Páginas Esquecidas, Vicuna Mackenna, no El Mercurio, selecionou vários artigos e crônicas escritos por Ricardo Danoso e R. Silva Castro (Santiago 193 1:pp.280-285, onde se indica que não se conhece quase documento algum diretamente das Lojas escrito em seu nome e a verdade, e esses documentos devem ser sumamente raros"), porque tudo era baseado por cartas simbólicas e de viva voz a fim de não deixar pista alguma.
No Epistolário de D. Bernardo O'Higgins, Capitão General e Diretor Supremo do Chile, anotado por Ernesto de Ia Cruz, Santiago de 1916, encontramos várias cartas confidenciais do prócer, principalmente a San Martin nas quais se refere a Trabalhos da Loja que aparece simbolicamente com o signo de 0-0 (dois 0's unidos por um hífen) se uma delas pode ser considerada como escrita diretamente por ele. É a que leva a data de Santiago do Chile, 3 de abril de 1819 e dirigida ao General Don Jose de San Martin. Encontra-se na página 209 do Epistolário e foi citada por Vicuna Mackenna, de forma por demais incompleta.
Esta carta leva por embelezamento três letras: "U.F.V.", que pode representar as palavras União, Fé e Valor, segundo Mitre, ou União, Fraternidade ou Fidelidade e Valor, segundo Cruz, ou ainda União, Força e Valor segundo outras investigações. Assinam O'Higgins como P (presidente) e José Ignacio Zanteno como S (secretário); detalhe de importância histórica, vez que se indicam os nomes e cargos de duas pessoas dentro da Loja Lautarina de Santiago ou Santiaguense. Em outra carta se pede a San Martin, em nome da 0-0 que se ponha a cabeça do Exército Libertador do Peru, despachando o afeto àquela comunicação oficial da Loja com o Major Don José Manuel Borgona, membro daquela Associação.

A FUNDAÇÃO DA GRANDE LOJA

A maçonaria Argentina, como é conhecida agora, teve como certidão de nascimento a Constituição da grande loja, em 11 de Dezembro de 1857. Esta Constituição foi um processo complicado porque o confronto virtual entre Miguel Valencia (1799-1870), que veio de uma família Unitaria que havia retornado do Brasil, após um longo exílio e José Roque Pérez (1815-1871), um federal que tinha sido funcionário diplomática durante o governo de Rosas.
É claro que não foram os ingleses os que reconheceram os maçons argentinos. Valencia tinha poderes conferidos pela Maçonaria brasileira, alheia à tradição Argentina e Pérez, relações estreitas com a Grande Loja de Montevidéu, que era o centro Maçônico do Rio da Prata.
Miguel Valencia foi como Perez, um jurista. Em 1832 tinha sido editor do “El Telégrafo Del comércio”, mas logo teve que abandonar Buenos Aires pela perseguição de Rosas e mudou-se para o Brasil, onde ensinou várias classes de direito na Universidade do Rio de Janeiro e trabalhou em jornalismo.
Depois de Monte Caseros, Valencia foi um membro do poder judicial, tendo cadeira na faculdade de Buenos Aires, de direito e de 1853, fazia parte da fração antiurquicista do Senado de Buenos Aires. Ele era um orador impetuoso e sua atividade política foi favorável ao partido de Buenos Aires. Na Maçonaria, iniciara médico Julián Alvarez (1788-1843), figura chave da Maçonaria em  de Maio1810 (data da independência Argentina). Valencia participou da maçonaria chilena e na  “Loja Capítulo Regeneração”, de Niterói, Brasil No seu regresso a Buenos Aires, ele teve diferenças com José Roque Pérez, preparam-se para criar, no início de 1857, o chamado "Grande Oriente da Confederação Argentina", mas seu esforço foi curto e pouco aglutinante. Jose Roque Pérez e a grande maioria dos maçons da época não queriam uma Maçonaria unitária, senão que queriam outra que incentivaria a unidade nacional. Em poucos meses, Pérez percorreu as três lojas que reconheciam a liderança de Valência e juntamente com outras que ele administrava, Jose Roque Perez funda a presente grande loja da Argentina dos maçons livres e aceitos. A constituição da grande loja deu organicidade as várias lojas, unindo as que atuavam  em Buenos Aires e, em seguida, estas com as do interior do país. Em 11 de Dezembro de 1857 fez o Pacto de União das lojas "Union del Plata", "Irmandade Argentina", "Consolo de infortúnio", "Tolerância", "Regeneração", "Fidelidade" e "Constância", escolhendo como grande mestre ao Dr. Jose Roque Pérez. Diplomata, notável jurista, filantropo e humanista, Pérez, juntamente com outras irmandades, a maioria dos médicos - como Doutor Manuel Gregorio Argerich - morreram socorriendo pacientes durante a epidemia de febre amarela. O pintor uruguaio Juan Manuel Blanes (1830-1901) imortalizado mártires maçônicos em seu quadro “A febre amarela”.



MAÇONS ILUSTRES ARGENTINOS

Consultando a história da humanidade é adquirida a crença de que a Maçonaria é uma das organizações que mais contribuiu para o progresso moral, intelectual e social dos povos. Nenhuma outra organização tem feito trabalhos e sacrifícios tão importantes e nem foram tão perseguidas por déspotas, fanaticos e inimigos da luz. Mas nenhuma sociedade tem reunido tantos homens ilustres, estadistas, filósofos, artistas, cientistas, militares, etc., em todos os países do globo.
He aquí algunos de nuestros antecesores ilustres que han honrado la Masoneria Argentina, cuyos pasos tratamos de seguir. Sorprenderá a muchos comprobar que militaron en ella, al igual que ahora, la más destacadas figuras de la nacionalidad. 
José de San Martín, quien nos dio patria y libertad. Manuel Belgrano, creador de nuestro pabellón nacional. Vicente López y Planes quien nos legara el Himno Nacional..


Outros mações ilustres argentinos:
Leopoldo Lugones - Poeta, ensaísta e narrador argentino, da cidade de Córdoba. Teve uma forte influência na geração de novos escritores.
Domingo Faustino Sarmiento - Educador, escritor e estadista da cidade de San Juan de La Frontera. Foi um dos maiores promotores do desenvolvimento do ensino. Escreveu mais de 50 livros. Foi presidente da república, de 1868 a 1874. Foi Grão-Mestre da Grande Loja Argentina.
José de San Martin - Militar e herói da cidade de Yapeyú - Corrientes. Lutou pela independência da América e sua felicidade. É o libertador da Argentina, Chile e Perú.
José Roque Pérez - Jurisconsulto, diplomata, filantropo e humanista da cidade de Córdoba. Foi fundador da Gran Logia de la Argentina. Foi Grão-Mestre e com outros maçons, morreu socorrendo enfermos com febre amarela.
Juan Bautista Alberdi - Sociólogo, jurista e político da cidade de Tucumán. Fundou centros culturais e sociais, diversos meios de comunicação. Foi ministro de relações exteriores. Dedicou seus estudos aos Direitos Públicos para a América Latina.
Carlos Pellegrini / El Gringo - Advogado e político da cidade de Buenos Aires. Foi deputado, ministro da guerra, senador e presidente da república. Importante líder que tirou a Argentina da crise fiscal e política de 1890.
Justo José de Urquiza - General e político da província de Entre Rios. Foi governador. Promoveu as reformas fiscais, administrativas e educacionais. Foi presidente da república, de 1854 a 1860. Negociou o tratado de navegação com Inglaterra, França e Estados Unidos, com a abertura dos portos argentinos para o mundo.
Bartolomé Mitre - Militar, historiador e estadista da cidade de Buenos Aires. Foi exilado no governo Rosas, por suas idéias. Ao voltar, com a ajuda de Urquiza, participou da deposição do governo Rosas. Foi ministro da guerra, governador e presidente da república, de 1862 a 1868. É o fundador do jornal "La Nación", em 1870.
Agustín Pedro Justo - Militar da cidade de Concepción del Uruguay. Reconstruiu a política e economia do país. Durante a 2a. Guerra Mundial, ocupou o cargo de General na Armada brasileira, na luta contra os países do eixo. Foi presidente da república no período de 1932 a 1938.
Manuel Blanco Encalada - Militar e político da cidade de Buenos Aires. Após sua luta pela independência do Chile, foi eleito presidente da república.
José Ingenieros - Médico, catedrático, sociólogo e psiquiatra da cidade de Palermo - Itália. Escreveu numerosos trabalhos no campo da psiquiatria e criminologia. Sua tese "La simulation de la locura" foi premiada pela Academia de Medicina de Paris. Medalha de ouro pela Academia Nacional de Medicina de Buenos Aires. "Psicologia Genética" e "El hombre medíocre", são suas principais obras. Foi membro do Partido Socialista e defensor das lutas de classes.
Bernardino Rivadavia - Militar e estadista da cidade de Buenos Aires. Foi o 1o. presidente argentino. Seu mandato foi marcado pela cultura e ciência. Durante o período da febre amarela, sua mansão foi transformada em hospital para atendimento à população.
Manuel Belgrano - Advogado da cidade de Buenos Aires. Proeminente doutor das leis, voltou-se para a reforma educacional e econômica da Argentina. Considerado um herói da República.
León Zeldis - Escritor maçônico da cidade de Buenos Aires. Filho de imigrantes russos, tem livros e artigos editados em todo o mundo. "As Côres do Simbolismo", "O Simbolismo da Pedra", "Uma necessidade faz o Símbolo", "Estudos Maçônicos", são alguns títulos.
Florentino Ameghino - Paleontólogo e antropólogo da cidade de Luján - Buenos Aires. Publicou 186 obras; foi membro das mais importantes sociedades científicas do mundo. Descobridor dos fósseis dos pampas argentinos.

Maçons foram vários presidentes da República Argentina 
Rivadavia, López y Planes, Urquiza, Santiago Derqui, Bartolomé Mitre, Sarmiento, Juárez Celman, Pellegrini, Manuel Quintana, Figueroa Alcorta, R. Sáenz Peña, Victorino de la Plaza, Hipólito Yrigoyen, Agustín P. Justo. 

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

NOVOS HORÁRIOS DAS SESSÕES DA ACADÊMICA


Foi aprovada a alteração dos dias e horários das sessões da A:.R:.L:.S:. Frat:. Acad:. Ir:. Otaíde Feltrim, que passarão a ser, a partir de setembro de 2011:

2º e 4º sábado do mês, sempre às 8:00

Contamos com a presença dos irmãos do quadro e a visita de irmãos , que sempre nos horam com sua participação.

terça-feira, 12 de julho de 2011

TEMPLO MAÇÔNICO DA FILADÉLFIA - ADMIREMOS


A Masonic Temple da Filadélfia é o lar da Grande Loja de Maçons Livres e Aceitos da Pensilvânia e é considerado uma das maravilhas do mundo maçônico. Entreter os convidados dentro desta jóia arquitetônica inigualável, seus corredores esplêndidos, sete salas de reuniões elegantes, salas de jantar privativas e salão majestoso.



SALAS DE EVENTOS


O Grand Foyer percorre todo o comprimento do edifício a partir do portão de entrada para as portas de bronze enorme da Sala Benjamin Franklin. É decorado com colunas dóricas, o mais velho, mais forte e mais simples das ordens da arquitetura grega. Os pisos são revestidos com mármore preto e branco e as paredes são adornadas com retratos a óleo grande de alguns dos Past Masters Grand, líderes eleitos da Fraternidade.
Do Grand Foyer, pegue o Grand Staircase para o segundo andar na extremidade norte do edifício. Ela também leva a Câmara Municipal de Corinto e da Renascença. A escada é feita de mármore Tennessee. Olhe para cima sob a escada.Aqui você vê o selo da Grande Loja, o Grande Selo da Pensilvânia e representação das quatro virtudes cardinais - temperança, fortaleza, prudência e Justiça.
Capacidade: 150 recepção
 
 
O Grand Ballroom é uma das salas mais usados ​​no Templo Maçônico. O salão apresenta o estilo de arquitetura com Composite retratos que decoram as paredes, enquanto o piso é colocado nos padrões de azulejos de pequeno porte.
Há um piano de cauda no centro da sala que pode ser utilizada para o seu evento.
Este espaço pode ser configurado em estilo de teatro para até 500 pessoas para uma reunião na prefeitura, palestra ou apresentação. Utilizado em conjunto com o Grand Foyer, o salão pode hospedar almoços, coquetéis, captação de recursos com os leilões em silêncio, e recepções de casamento.
Capacidade: 450 recepção (400 com dança) e 250 Sentados (200 com dança)




Localizado diretamente acima do Grand Foyer do segundo andar, este espaço incrível tem 20 pés tectos que escondem as estrelas para imitar o céu noturno. Ele se conecta a Norman, egípcios e Halls Ionic para o Corinthian Halls e renascentista.
É adornada pela escada traseira, uma enorme estrutura de ferro representando a escola de arquitetura dórica. A escadaria, com sua grade de ferro pesado e corrimão de ébano, é ladeada por lambris de mármore de Lisboa. Ele foi escalado no lugar, e vai desde o Grand Foyer todo o caminho até o terceiro andar. Nas paredes, todo o caminho até a escadaria, são retratos da maioria dos Past Masters Grande da Grande Loja.
Os hóspedes também podem subir ao segundo andar usando o Grand Staircase, que é feito de mármore Tennessee. Ao se aproximar do topo da escada, há uma janela de vidro manchada incrível de frente para rua larga que permite à luz a mais surpreendente colorido.
Este espaço é perfeito para intervalos de reuniões, recepções ou até mesmo um jantar sit-down íntima sob as estrelas.A escadaria é perfeita para capturar fotos de casamento surpreendente.
Capacidade: 150 recepção e 40 Sentados

 
Norman Hall está localizado no segundo andar, na parte traseira do edifício do lado norte. Terminou em 1891, esta sala é Rhenish românica. O termo "Norman" é usado indiscriminadamente para a arquitetura de arco redondo, para que esta sala lindamente showcases.

Este espaço pode ser usado como uma sala de breakout para uma palestra, apresentação ou discurso. Também tem hospedado íntima concertos musicais.

Egyptian Hall está localizado no segundo andar, para a parte traseira do edifício e foi concluída em 1889.Considerado por muitos como uma das salas mais impressionantes no prédio, é decorado no estilo do vale do Nilo.Todos os hieróglifos são cópias completas e precisas diretamente do Egito.

Este espaço pode ser usado como uma sala de breakout para uma palestra, apresentação ou discurso. É também um espaço muito popular para sediar uma cerimônia de casamento.
Capacidade: 125 Sentados




Salão iônica está localizado no segundo andar, para a parte traseira do edifício, no lado sul. Decorado em 1890, leva o seu nome do estilo de arquitetura de Ionia, onde o rei Ion reinou na Ásia Menor.
Ionians eram na sua maioria emigrantes gregos, e refinamento e elegância são as características de estilo jônico. O relógio na parede oeste é uma das mais antigas no Templo, feita em 1874, e ainda mantém o tempo.
Este espaço pode ser usado como uma sala de breakout para uma palestra, apresentação ou discurso, ou hospedar uma cerimônia de casamento.
Capacidade: 150 Sentados




Salão de Corinto está localizado no segundo andar, na parte da frente do edifício, no lado Norte. As características desta sala foram concluídas em 1903 e é decorado em estrita conformidade com os princípios da arquitetura clássica grega. As estrelas e iluminação suave dá uma atmosfera de um salão aberto em um antigo templo grego.

A parede oeste tem a inscrição "Fide et Fiducia" (Por Fidelidade e Confiança). O tapete nesta sala, instalada em 1963, foi um presente da Grande Loja de Porto Rico. Há uma imperfeição deliberada na concepção deste tapete: uma das folhas de canto foi deixado de fora, para representar a imperfeição do homem.
Este espaço pode ser usado como uma sala de breakout para uma palestra, apresentação ou discurso. É também muito popular para hospedar uma cerimônia de casamento.
Capacidade: 250 Sentados




Renaissance Hall está localizado no lado sul do segundo andar, na parte da frente do edifício. O Salão é decorado em estilo renascentista italiano, e foi concluída em 1908. A cor predominante da sala é vermelha, e no centro uma clarabóia circular 20 pés de diâmetro.

Este espaço pode ser usado como uma sala de breakout para uma palestra, apresentação ou discurso. É também muito popular para hospedar um desempenho pré-jantar musical.
Capacidade: 200 Sentados




O Ballroom nível mais baixo tem a mesma pegada exata como o Grand Ballroom diretamente acima, mas com tetos mais baixos e mais quentes de iluminação para dar-lhe um apelo menos formal. É muito versátil e pode ser configurado em estilo de teatro ou um estilo de sala de aula para reuniões, palestras ou apresentação.

O Ballroom Nível Inferior também pode acomodar mesas fornecedor para uma feira ou expo. Como um grande espaço secundário, é perfeito para o serviço de almoço depois de uma quebra sessão geral do andar superior, ou uma recepção cocktail pós-conferência.
Capacidade: 250 recepção e 180 Sentados
Capacidade: 150 Sentados

sexta-feira, 8 de julho de 2011

RESPEITO ÀS DIFERENÇAS É ESSENCIAL

Alguns irmãos podem discordar, mas acredito que respeitar a opinião alheia é fundamental em qualquer sociedade civilizada.

Isso inclui aceitar que outros pensem de forma diferente da nossa, sem julgá-los como certos ou errados, apenas diferentes. Como maçons, essa política racional faz parte de nossos princípios, sendo a liberdade de pensamento uma das características essenciais aos maçons.

Porém, quando essas diferenças são relativas à fé religiosa, a situação fica mais complicada pois a devoção muitas vezes nos impede de pensar que se temos o direito a uma crença, os outros devem ter direito a uma crença diferente ou a não ter crença alguma, se assim preferirem.

Nossa ordem exige, para admissão do candidato, que este acredite em um ser divino, que chamamos de Grande Arquiteto do Universo, que é Deus. Me questiono eventualmente se não seria o caso de passarmos a admitir ateus em nossos quadros e ainda não tenho uma opunião formada a respeito. Por isso, mesmo não sendo ateu e acreditando em um ser maior que todos nós, que é Deus, resolvi dividir essas imagens de campanhas publicitárias em prol do respeito àqueles que se dizem ateus. 

Sobre o ateísmo, gostaria de dizer o mesmo que digo sobre as religiões diversas da minha: "Não serve para mim, mas pode ser bom para muita gente".

Há! Particularmente, concordo com a mensagem das imagens.

Em decorrência deste post, vou abrir uma enquete sobre o tema: A maçonaria deveria admitir a iniciação de ateus? Participem! Está no canto esquerdo superior da página.


sábado, 18 de junho de 2011

UBUNTU


A jornalista e filósofa Lia Diskin, no Festival Mundial da Paz, em Floripa  2006), nos presenteou com um caso de uma tribo na África chamada Ubuntu.Ela contou que um antropólogo estava estudando os usos e costumes da tribo e, quando  terminou seu trabalho, teve que esperar pelo transporte que o levaria até o aeroporto de volta pra casa. Sobrava muito tempo, mas ele não queria catequizar os membros da tribo; então, propôs uma brincadeira pras crianças, que achou ser inofensiva.Comprou uma porção de doces e guloseimas na  idade, botou tudo num cesto bem bonito com laço de fita e tudo e colocou debaixo de uma árvore. Aí ele  chamou as crianças e combinou que quando ele dissesse "já!", elas deveriam sair correndo até o cesto, e a que chegasse primeiro ganharia todos os doces que estavam lá dentro.As crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão e esperaram pelo sinal combinado. Quando ele disse "Já!", instantaneamente todas   as crianças se deram as mãos e saíram correndo em direção à árvore com o cesto. Chegando lá, começaram a distribuir os doces entre si e a comerem felizes.O antropólogo foi ao encontro delas e perguntou porque elas tinham ido todas juntas se uma só poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito mais doces.Elas simplesmente responderam: "Ubuntu, tio. Como uma de nós  poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?"Ele ficou desconcertado! Meses e meses trabalhando nisso, estudando a tribo, e ainda  não havia compreendido, de verdade,a essência daquele povo. Ou jamais teria proposto uma competição, certo?Ubuntu significa: "Sou quem sou, porque somos todos nós!"Atente para o detalhe: porque SOMOS, não pelo que temos...UBUNTU PARA VOCÊ!

sexta-feira, 17 de junho de 2011

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Águia de Lagash


A "Águia de Duas Cabeças de Lagash" é o mais antigo brasão do Mundo:. Nenhum outro simbolo emblemático no Mundo pode rivalizar em antiguidade:. A sua origem remonta à antiquíssima Cidade de Lagash:. Era já utilizado há cerca de mil anos antes do Êxodo do Egipto, e há mais de dois mil anos quando foi construído o Templo do Rei Salomão:.


Com o passar dos tempos, passou dos Sumérios para o povo de Akkad, destes para os Hititas, dos recônditos da Ásia menor para a posse de sultões, até ser trazida pelos Cruzados aos imperadores do Oriente e Ocidente, cujos sucessores foram os Hapsburg e os Romanoff:.
Em escavações recentes, este «brasão» da Cidade de Lagash foi descoberto numa outra forma: uma águia com cabeça de leão, cujas garras se cravam nos corpos de dois leões, estes de costas voltadas:. Esta é, sem dúvida, uma variante do símbolo da Águia:.

A Cidade de Lagash situava-se na Suméria, no sul da Babilónia, entre os rios Eufrátes e Tigre, sendo perto da actual cidade de Shatra, no Iraque:. Lagash possuía um calendário de doze meses lunares, um sistema de pesos e medidas, um sistema de banca e contabilidade, sendo ainda um centro de arte e literatura, para além de centro de poderes político e militar, tudo isto cinco mil anos antes de Cristo:.

No ano 102 a.C., o cônsul romano Marius decretou que a Águia seria um símbolo da Roma Imperial:. Mais tarde, já como potência mundial, Roma utilizou a Águia de Duas Cabeças, uma voltada a Este e outra a Oeste, como símbolo da unidade do Império:. Os imperadores do Império Romano Cristianizado continuaram a sua utilização e foi depois adoptado na Alemanha durante o período de conquista e poder imperial:.

Tanto quanto sabemos, a Águia de Duas Cabeças foi primeiramente utilizada na Maçonaria em 1758, por uma facção maçónica de Paris - Os Imperadores do Oriente e Ocidente:. Durante um breve período, os Imperadores Maçónicos do Oriente e Ocidente controlaram os Graus avançados então em uso, vindo a ser percussores do Rito Escocês Antigo e Aceite:.

A inscrição em Latim por debaixo da Águia de Duas Cabeças - "Spes Mea in Deo Est" - significa: "A Minha Esperança Está Em Deus":.
FONTE: Scottish Rite
Texto enviado pelo Ir:. Arthur Vaz Ribeiro